05/08/2008 - Internet é propulsor de vendas, diz sócio-fundador do BuscaPé

Se você tem algum tipo de interesse em comércio eletrônico, então você tem um compromisso inadiável na noite de 15 de agosto. Neste dia, às 20 horas, no Centro de Exposições e Eventos de Londrina, Rodrigo Borges, sócio-fundador do site BuscaPé, mais popular comparador de preços e produtos da América Latina, vai falar sobre a conjuntura atual e as tendências do e-commerce, segmento que, no Brasil, movimentou R$ 6,3 bilhões em 2007, segundo dados da e-bit, empresa especializada em comércio eletrônico.

Junto com dois amigos, também estudantes de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Rodrigo Borges fundou o BuscaPé em 1998. Atuou oito anos como executivo-chefe de tecnologia (CTO) e atualmente gerencia as áreas de desenvolvimento do produto e de pesquisa e desenvolvimento. No período em que atuou como CTO, coordenou as atividades de desenvolvimento de software e tecnologia da informação, garantindo a infra-estrutura necessária para o crescimento da companhia, que atingiu a liderança no mercado de comparação de preços.

Na opinião de Borges, é imprescindível para as empresas, atualmente, saber utilizar a Internet como ferramenta para alavancar as vendas. A entrevista abaixo traz alguns dos pontos que serão abordados por ele na palestra do próximo dia 15 no maior evento de empreendedorismo do Paraná, que acontece de 14 a 17 de agosto em Londrina.

Rodrigo Borges - Dono do principal site de comparação de preços
da América Latina dará palestra na Feira do Empreendedor 2008

Quais serão o tema e o núcleo central da palestra que o senhor dará na Feira do Empreendedor, em agosto?
Rodrigo Borges - Empreendedorismo na Internet, a história do BuscaPé e como os empreendedores (on-line e off-line) podem ter sucesso em ações na Internet.

De que uma pessoa necessita, na conjuntura atual, para empreender ou aprimorar um negócio - em especial, na área de e-commerce?
Rodrigo Borges - Estrutura enxuta e leve, com os processos otimizados, e capacidade de adaptação, pois o mercado de Internet vive mudando. O acompanhamento de resultados e retorno do investimento são essenciais para o crescimento sustentado no longo prazo. Para players puramente on-line (pure players), deve se buscar a capacidade de gerar receita e acompanhar o retorno gerado por visitas. Para empresas on-line e off-line (e-commerce), é importante saber utilizar a ferramenta Internet como um propulsor de vendas.

O futuro do comércio eletrônico: o que podemos dizer, desse segmento, em termos de confiabilidade e crescimento?
Rodrigo Borges - As perspectivas são positivas. Segundo dados da e-bit, empresa especializada em informações sobre o comércio eletrônico, a expectativa é de que os primeiros seis meses de 2008 apresentem um crescimento de 45% em relação ao primeiro semestre do ano passado, com R$ 3,8 bilhões. A confiabilidade tende a aumentar, uma vez que as empresas estão cada vez mais consolidadas, grandes varejistas estão entrando no e-commerce e as pequenas e médias empresas estão se tornando mais eficientes e profissionais. Ainda, novas tecnologias como eCPF e sistema da pagamento, como o PagamentoDigital e FControl, deixam as transações da Internet mais confiáveis e seguras para os compradores e vendedores.

Comércio eletrônico cresce 43% em 2007

Segundo a 17ª edição do Relatório "WebShoppers", elaborado pela e-bit, empresa especializada em informações sobre comércio eletrônico, a comodidade e facilidade na comparação de preços em diversas lojas em um curto período de tempo - principais características do site BuscaPé, de Rodrigo Borges - são fatores que explicam o crescimento de 43% no valor das compras de bens e consumo realizadas pelo e-commerce ano passado no Brasil.

Segundo o estudo, as compras via internet somaram R$ 6,3 bilhões em 2007. Naquele ano, 9,3 milhões de brasileiros já haviam feito compras pela internet pelo menos uma vez. O tíquete médio foi de R$ 302, segundo a e-bit. Os outros fatores de crescimento foram a variedade de produtos, a possibilidade do parcelamento sem juros e condições de pagamento facilitadas e o aumento do número de internautas.

Fonte: Sebrae PR

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